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Lindas tolinhas


por Luíza Gama

Devido à adaptação de Baz Lurhmann para o cinema de O Grande Gatsby, romance de 1925 do escritor americano F. Scott Fitzgerald, muito se falou sobre a Era do Jazz esse ano. A década de 20, também conhecida como “The Roaring Twenties”, encontrava-se mais do que nunca sob os holofotes do público. A moda, a música e a dança características da época atraíram atenção e interesse, mostrando-se cativantes. Mas o que foi a Era do Jazz? A Era do Jazz foi um período durante a década de 20 americana marcado pela prosperidade econômica, pelo desenvolvimento de novos meios de entretenimento e, sobretudo, pela revolução no comportamento num momento em que as normas conservadoras prevaleciam.

O léxico do corpo humano na fala cotidiana

por Juliana Reis

Você já reparou quantas vezes utilizamos palavras de partes do corpo quando falamos, mesmo quando não queremos falar dele?

Pois é, eu não tinha reparado até iniciar essa pesquisa. Aliás, eu não sei onde estava com a cabeça quando aceitei iniciá-la. Logo na primeira reunião, quando fui apresentada à ideia, fiquei impressionada com a imensidão de possibilidades de estudos que uma língua traz. Fiquei com essa pulga atrás da orelha e... aceitei. Estudar justamente o que passa despercebido na nossa fala parece sem nem cabeça, mas aos poucos fui percebendo que não é bem assim.

O ator como mediador do teatro pedagógico


por Mariane Oliveira

Durante os últimos anos estive inserida em instituições e vi que a contação de histórias  para crianças  e jovens despertava um grande prazer e entusiasmo. A narrativa exerce uma importante função no desenvolvimento infantil e juvenil. Como amante das artes, resolvi experimentar com os alunos a dramatização como meio de contação de histórias, onde o texto literário se unia com a interpretação teatral.

Construções de gênero e violência na mídia


por Gabriela Novellino


Orientadora: Adriana Nóbrega


De acordo com Paul Simpson e Adrea Mayr, atitudes, opiniões e crenças hegemônicas são construídas através do discurso e de uma forma que faz essas crenças parecerem naturais e senso comum. É necessário perceber que o conceito de hegemonia como poder é vastamente operado através da linguagem. Os grupos culturais dominantes fazem com que os outros grupos consintam à sua dominação através de discursos que naturalizam seu status de poder. Também de acordo com esses autores, qualquer discurso é entrelaçado nas ideologias daqueles que o produzem, por isso a análise linguística de textos pode nos ajudar a compreender como a ideologia está presente na linguagem e perceber como as práticas textuais refletem e sustentam as ideologias dominantes. 

"Minha formação": como ser um gauche

por Camila Ferreira

Caro leitor,
Este é um pequeno resumo do trabalho desenvolvido por uma inquietude curiosa, mas dedicada. Eis aqui a colheita de alguns apontamentos sobre a crítica literária que, há aproximadamente um século, busca meios de conceber cuidado e apreço ao olhar sobre a literatura cujo prestígio esteve limitado a um círculo europeu muito restrito. Para compreender alguns caminhos percorridos por ela, minha inquieta curiosidade teve como grandes companheiros os escritos dos senhores Silviano Santiago, que primeiro a despertou, e Carlos Drummond de Andrade, como grande referência da magnitude literária produzida em terras tupiniquins à maneira citada pelo senhor Santiago. Posteriormente, os estudos do senhor John Gledson ofereceram-se como guias dessa pequena aventura. Já o senhor Frederico Oliveira Coelho, meu (des)orientador – como carinhosamente o digo –, deu seu consentimento, apoio e ouvidos. É, caro leitor, como orientador só poderia este me animar e conduzir as minhas reflexões a um caminho menos impressionista, como cabe a uma estudante de Letras, mas baseado em métodos científicos e acadêmicos para a construção desse simplório trabalho, afinal, não vivemos o tempo do senhor Álvaro Lins. São esses entusiastas do universo literário que me incitaram a pensar sobre a formação de um cânone oriundo de países como o nosso, ex-colônia europeia, e outros que agregaram seus saberes aos meus pensamento.

Escrever sobre corpo/corporalizar palavras


por Lucas Valentim

Buscando minha maneira de lidar com a dramaturgia teatral, minha forma de se escrever para a cena, descubro que meu interesse está voltado para o texto que nasce do corpo dos atores, das pessoas que atuam, ou seja, das suas ações cênicas. É deles também, dos atores e de ninguém mais, o mérito, o êxito da cena, da performance teatral. Sem os atores o teatro não existe. Diria mais, sem o corpo dos atores não seria possível fazer teatro. E cada corpo possui sua própria dramaturgia: uma veia que salta, um sinal, uma tatuagem - são as marcas dos caminhos por onde este corpo passou. Sua história é narrada pela sua vivência, escrita em seu templo, em sua pele. Um corpo também é escrito e reescrito em relação com a sociedade em que vive. O corpo pode ser construído de acordo com moldes oriundos do meio social em que o ator vivencia sua vida cotidiana e também sua subjetividade. O espectador também assiste à cena a partir de suas vivências e modos de enxergar o mundo: a arte. E por que não dizer que o público também teria seu corpo em conexão direta com os atores a partir de suas paixões, sensações e subjetividade? Assim, o espectador ocuparia um lugar de fruição estética e não apenas um lugar passivo no processo teatral. 

Teatralizar para transformar!


"Ser cidadão não é viver em sociedade, é transformá-la."

Augusto Boal

por Eduarda Caroline

Para quem é o Teatro do Oprimido? Restringe-se a um grupo? Quem é o oprimido?

Respondo que vivemos em sociedade e muitas vezes não sabemos o papel que ocupamos nela, não compreendemos ao que nossa posição social nos sujeita, não entendemos a nossa própria responsabilidade na vida social. O Teatro do Oprimido tem como finalidade despertar a consciência sócio-política das pessoas; Através da prática teatral, podemos nos despir do nosso “personagem social”, assumindo outros papeis, outras perspectivas, e, muitas vezes, acabamos descobrindo as opressões que sofremos e outras, que podemos ser os opressores. Nesse sentido o TO é uma prática para toda a sociedade. 

Adaptação em coautoria com a censura

por João Miguel

Nas últimas décadas, as teorias de adaptação têm se tornado uma vertente cada vez mais forte dos estudos de literatura comparada. A tendência tem sido estudar adaptações cada vez menos como obras derivativas, e mais como obras independentes, livres da necessidade de serem religiosamente fiéis aos “textos originais”. Em retrospecto, parece fácil ilustrar a presença longeva das práticas de adaptação nas formas de arte. Já se tornou lugar-comum recuperar as adaptações praticadas por Shakespeare, ou, voltando ainda mais no tempo, as apropriações da mitologia grega praticadas por Homero. Hoje, qualquer pessoa munida da sabedoria popular, frente à descoberta de que uma obra remete a outra, entoa o famoso “nada se cria, tudo se copia”, frase pronta que, se por um lado não contribui para a desmistificação dos conceitos simplistas que cingem a prática da adaptação, por outro constata o fato de que as adaptações são reconhecidamente onipresentes em nossa cultura. 

O mito da originalidade


por Wograine Evelyn

Ser original parece ser uma característica positiva por excelência. Quando nos deparamos com a missão de criar alguma coisa, quando precisamos atribuir valor a algum objeto estético ou, até mesmo, quando exercemos o papel de crítico, quase que naturalmente, elegemos a originalidade como um critério definidor de qualidade. 

Entre a história e a História inconfidentes



por Isadora Schwenck

Cecília Meireles, ao passear pelas ruas de Ouro Preto, Vila Rica e São João D’El Rei, sentiu as paredes pulsarem a História daqueles lugares. Ela própria explicou, na Conferência apresentada na Casa dos Contos, no 1º Festival de Ouro Preto, em 20 de abril de 1955 – que inclusive consta em algumas edições do “Romanceiro da Inconfidência” - por que decidiu não permanecer surda e alheia às vozes que ela escutava entre os monumentos históricos mineiros. Sentiu a necessidade de contar a essência da terra do “Libertas Quæ sera tamem”, ideal que parece simbolizar não somente Minas Gerais, mas também o Brasil. “Liberdade, ainda que tardia!”, os inconfidentes queriam gritar. Grito que não chegou a se concretizar, porém seus vestígios continuam a ecoar na História brasileira.

Por que a poesia importa

por Danilo Castro

De todos os conhecimentos que um dia já detiveram prestígio e exerceram influência sobre as camadas letradas da sociedade, a poesia é, sem dúvida alguma, aquele cujo declínio é o mais misterioso e, ao mesmo tempo, uma das facetas mais deletérias do atual descrédito daquilo que no passado convencionou-se chamar de “alta cultura”. Todo o arcabouço da cultura ocidental começa com a poesia, dos poemas homéricos à Bíblia, e seria um grave erro acreditar que uma civilização possa ignorar suas origens sem sérios prejuízos para o seu desenvolvimento.

Clarice é POP

por Elizama Almeida, para o Instituo Moreira Salles

Em tempos de redes sociais, há um movimento de migração, voluntário ou não, do lugar usual e canonizado de artistas, músicos e autores. Leitores, intelectuais ou apenas “citadores” – como é corrente quanto se trata de Clarice Lispector – são os principais responsáveis por tal deslocamento.

Segundo pesquisa feita pelo youpix em junho de 2012, Clarice é a escritora mais citada no Twitter. São postadas diariamente no microblog mais de 3,5 mil frases de sua autoria – ou atribuídas a ela. Com o pequeno limite de 140 toques para cada publicação, não sobram caracteres para se incluir uma básica referência bibliográfica. Isso quando há intenção de quem posta as frases. E se quem conta um conto aumenta um ponto, quem cita uma frase aumenta pontos, vírgulas, palavras e enredos bastante equivocados.

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