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Lindas tolinhas


por Luíza Gama

Devido à adaptação de Baz Lurhmann para o cinema de O Grande Gatsby, romance de 1925 do escritor americano F. Scott Fitzgerald, muito se falou sobre a Era do Jazz esse ano. A década de 20, também conhecida como “The Roaring Twenties”, encontrava-se mais do que nunca sob os holofotes do público. A moda, a música e a dança características da época atraíram atenção e interesse, mostrando-se cativantes. Mas o que foi a Era do Jazz? A Era do Jazz foi um período durante a década de 20 americana marcado pela prosperidade econômica, pelo desenvolvimento de novos meios de entretenimento e, sobretudo, pela revolução no comportamento num momento em que as normas conservadoras prevaleciam.

"Minha formação": como ser um gauche

por Camila Ferreira

Caro leitor,
Este é um pequeno resumo do trabalho desenvolvido por uma inquietude curiosa, mas dedicada. Eis aqui a colheita de alguns apontamentos sobre a crítica literária que, há aproximadamente um século, busca meios de conceber cuidado e apreço ao olhar sobre a literatura cujo prestígio esteve limitado a um círculo europeu muito restrito. Para compreender alguns caminhos percorridos por ela, minha inquieta curiosidade teve como grandes companheiros os escritos dos senhores Silviano Santiago, que primeiro a despertou, e Carlos Drummond de Andrade, como grande referência da magnitude literária produzida em terras tupiniquins à maneira citada pelo senhor Santiago. Posteriormente, os estudos do senhor John Gledson ofereceram-se como guias dessa pequena aventura. Já o senhor Frederico Oliveira Coelho, meu (des)orientador – como carinhosamente o digo –, deu seu consentimento, apoio e ouvidos. É, caro leitor, como orientador só poderia este me animar e conduzir as minhas reflexões a um caminho menos impressionista, como cabe a uma estudante de Letras, mas baseado em métodos científicos e acadêmicos para a construção desse simplório trabalho, afinal, não vivemos o tempo do senhor Álvaro Lins. São esses entusiastas do universo literário que me incitaram a pensar sobre a formação de um cânone oriundo de países como o nosso, ex-colônia europeia, e outros que agregaram seus saberes aos meus pensamento.

Adaptação em coautoria com a censura

por João Miguel

Nas últimas décadas, as teorias de adaptação têm se tornado uma vertente cada vez mais forte dos estudos de literatura comparada. A tendência tem sido estudar adaptações cada vez menos como obras derivativas, e mais como obras independentes, livres da necessidade de serem religiosamente fiéis aos “textos originais”. Em retrospecto, parece fácil ilustrar a presença longeva das práticas de adaptação nas formas de arte. Já se tornou lugar-comum recuperar as adaptações praticadas por Shakespeare, ou, voltando ainda mais no tempo, as apropriações da mitologia grega praticadas por Homero. Hoje, qualquer pessoa munida da sabedoria popular, frente à descoberta de que uma obra remete a outra, entoa o famoso “nada se cria, tudo se copia”, frase pronta que, se por um lado não contribui para a desmistificação dos conceitos simplistas que cingem a prática da adaptação, por outro constata o fato de que as adaptações são reconhecidamente onipresentes em nossa cultura. 

O mito da originalidade


por Wograine Evelyn

Ser original parece ser uma característica positiva por excelência. Quando nos deparamos com a missão de criar alguma coisa, quando precisamos atribuir valor a algum objeto estético ou, até mesmo, quando exercemos o papel de crítico, quase que naturalmente, elegemos a originalidade como um critério definidor de qualidade. 

Entre a história e a História inconfidentes



por Isadora Schwenck

Cecília Meireles, ao passear pelas ruas de Ouro Preto, Vila Rica e São João D’El Rei, sentiu as paredes pulsarem a História daqueles lugares. Ela própria explicou, na Conferência apresentada na Casa dos Contos, no 1º Festival de Ouro Preto, em 20 de abril de 1955 – que inclusive consta em algumas edições do “Romanceiro da Inconfidência” - por que decidiu não permanecer surda e alheia às vozes que ela escutava entre os monumentos históricos mineiros. Sentiu a necessidade de contar a essência da terra do “Libertas Quæ sera tamem”, ideal que parece simbolizar não somente Minas Gerais, mas também o Brasil. “Liberdade, ainda que tardia!”, os inconfidentes queriam gritar. Grito que não chegou a se concretizar, porém seus vestígios continuam a ecoar na História brasileira.

Por que a poesia importa

por Danilo Castro

De todos os conhecimentos que um dia já detiveram prestígio e exerceram influência sobre as camadas letradas da sociedade, a poesia é, sem dúvida alguma, aquele cujo declínio é o mais misterioso e, ao mesmo tempo, uma das facetas mais deletérias do atual descrédito daquilo que no passado convencionou-se chamar de “alta cultura”. Todo o arcabouço da cultura ocidental começa com a poesia, dos poemas homéricos à Bíblia, e seria um grave erro acreditar que uma civilização possa ignorar suas origens sem sérios prejuízos para o seu desenvolvimento.

Clarice é POP

por Elizama Almeida, para o Instituo Moreira Salles

Em tempos de redes sociais, há um movimento de migração, voluntário ou não, do lugar usual e canonizado de artistas, músicos e autores. Leitores, intelectuais ou apenas “citadores” – como é corrente quanto se trata de Clarice Lispector – são os principais responsáveis por tal deslocamento.

Segundo pesquisa feita pelo youpix em junho de 2012, Clarice é a escritora mais citada no Twitter. São postadas diariamente no microblog mais de 3,5 mil frases de sua autoria – ou atribuídas a ela. Com o pequeno limite de 140 toques para cada publicação, não sobram caracteres para se incluir uma básica referência bibliográfica. Isso quando há intenção de quem posta as frases. E se quem conta um conto aumenta um ponto, quem cita uma frase aumenta pontos, vírgulas, palavras e enredos bastante equivocados.

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Disciplina sobre Shakespeare


ATENÇÃO ALUNOS DE HABILITAÇÕES BILÍNGUES

Existe a possibilidade de o Departamento de Letras abrir, no próximo período, uma matéria sobre Shakespeare, ministrada em inglês pelo professor Leonardo Bérenger. Provavelmente, as aulas serão à tarde, das 13h às 15h ou das 15h às 17h. Gostaríamos de saber se há interesse por parte dos alunos. 

Quem se interessar, pode nos mandar um e-mail (petletpucrio@yahoo.com.br) ou nos contatar pelo nosso Facebook. Digam também um horário que prefiram.