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Conversa com Antônio Fagundes

Aula inaugural do curso de Artes Cênicas da PUC-Rio. Uma grande oportunidade de conhecermos a trajetória, as experiências e opiniões do ator e produtor Antônio Fagundes. Venha particiapar dessa conversa especial!  O encontro, aberto para todos os alunos, será dia 11 de agosto, às 16 horas, no Auditório do IAG, na Escola de Negócios da PUC-Rio.

O ator como mediador do teatro pedagógico


por Mariane Oliveira

Durante os últimos anos estive inserida em instituições e vi que a contação de histórias  para crianças  e jovens despertava um grande prazer e entusiasmo. A narrativa exerce uma importante função no desenvolvimento infantil e juvenil. Como amante das artes, resolvi experimentar com os alunos a dramatização como meio de contação de histórias, onde o texto literário se unia com a interpretação teatral.

PIUES 2013

Em 2013, os membros do PET-Letras colaboraram como monitores do PIUES (Programa de Interação Universidade, Escola e Sociedade), tanto no curso de Introdução às Letras como no curso de Introdução às Artes Cênicas. Alunos do Ensino Médio diversas escolas do Rio de Janeiro assistiram à aulas oferecidas uma vez por semana pelo Departamento de Letras e experimentaram de como é estar na Universidade.

Em Letras, os alunos tiveram aula sobre Shakespeare, Leitura, Poesia, entre outras. Já o resultado do trabalho desenvolvido nas Artes Cênicas pode ser conferido dia 03 de dezembro, às 15:30h, no Ginásio da PUC-Rio:


III Seminário Internacional de Artes Cênicas

Nos dias 29 e 30 de outubro acontece o III Seminário Internacional das Artes Cênicas da PUC-Rio. O evento vai das 10h às 17h e pode ser cadastrado como atividade complementar. Clique na imagem abaixo para ampliá-la e conferir a programação completa.


Escrever sobre corpo/corporalizar palavras


por Lucas Valentim

Buscando minha maneira de lidar com a dramaturgia teatral, minha forma de se escrever para a cena, descubro que meu interesse está voltado para o texto que nasce do corpo dos atores, das pessoas que atuam, ou seja, das suas ações cênicas. É deles também, dos atores e de ninguém mais, o mérito, o êxito da cena, da performance teatral. Sem os atores o teatro não existe. Diria mais, sem o corpo dos atores não seria possível fazer teatro. E cada corpo possui sua própria dramaturgia: uma veia que salta, um sinal, uma tatuagem - são as marcas dos caminhos por onde este corpo passou. Sua história é narrada pela sua vivência, escrita em seu templo, em sua pele. Um corpo também é escrito e reescrito em relação com a sociedade em que vive. O corpo pode ser construído de acordo com moldes oriundos do meio social em que o ator vivencia sua vida cotidiana e também sua subjetividade. O espectador também assiste à cena a partir de suas vivências e modos de enxergar o mundo: a arte. E por que não dizer que o público também teria seu corpo em conexão direta com os atores a partir de suas paixões, sensações e subjetividade? Assim, o espectador ocuparia um lugar de fruição estética e não apenas um lugar passivo no processo teatral. 

Teatralizar para transformar!


"Ser cidadão não é viver em sociedade, é transformá-la."

Augusto Boal

por Eduarda Caroline

Para quem é o Teatro do Oprimido? Restringe-se a um grupo? Quem é o oprimido?

Respondo que vivemos em sociedade e muitas vezes não sabemos o papel que ocupamos nela, não compreendemos ao que nossa posição social nos sujeita, não entendemos a nossa própria responsabilidade na vida social. O Teatro do Oprimido tem como finalidade despertar a consciência sócio-política das pessoas; Através da prática teatral, podemos nos despir do nosso “personagem social”, assumindo outros papeis, outras perspectivas, e, muitas vezes, acabamos descobrindo as opressões que sofremos e outras, que podemos ser os opressores. Nesse sentido o TO é uma prática para toda a sociedade. 

Adaptação em coautoria com a censura

por João Miguel

Nas últimas décadas, as teorias de adaptação têm se tornado uma vertente cada vez mais forte dos estudos de literatura comparada. A tendência tem sido estudar adaptações cada vez menos como obras derivativas, e mais como obras independentes, livres da necessidade de serem religiosamente fiéis aos “textos originais”. Em retrospecto, parece fácil ilustrar a presença longeva das práticas de adaptação nas formas de arte. Já se tornou lugar-comum recuperar as adaptações praticadas por Shakespeare, ou, voltando ainda mais no tempo, as apropriações da mitologia grega praticadas por Homero. Hoje, qualquer pessoa munida da sabedoria popular, frente à descoberta de que uma obra remete a outra, entoa o famoso “nada se cria, tudo se copia”, frase pronta que, se por um lado não contribui para a desmistificação dos conceitos simplistas que cingem a prática da adaptação, por outro constata o fato de que as adaptações são reconhecidamente onipresentes em nossa cultura. 

Sarau cênico Clarice Lispector

O curso de Artes Cênicas da PUC convida todos para o Sarau Cênico Clarice Lispector (direção de Delson Antunes) no dia 23 de novembro, sexta feira, às 19:30 no Laboratório de Artes Cênicas (LAC).   

Na primeira parte do sarau será apresentado um espetáculo com atores interpretando crônicas do livro A descoberta do mundo, de Clarice Lispector; na segunda parte, haverá uma demonstração do processo de criação e do trabalho que o diretor vem desenvolvendo com os atores.

Delson Antunes é ator, diretor, professor, dramaturgo e pesquisador de teatro, tendo participado de mais de 50 espetáculos teatrais, apresentados em diversas cidades brasileiras. Em seus últimos trabalhos como diretor, tem se dedicado também ao processo de transposição da linguagem literária para a linguagem cênica através de adaptações de poesias e contos para o teatro. Adaptou e dirigiu O Homem que sabia Javanês (de Lima Barreto), Sapatinhos Vermelhos, Mulheres de Caio e Homens (baseado em contos de Caio Fernando de Abreu) , O Homem Vivo (a partir de poesias de Bertolt Brecht), e Anjo Malaquias (de Afonso Drummond e Eloí Calage, a partir da obra de Mário Quintana) 

Nos últimos dois anos Delson Antunes tem se aprofundado na obra de Clarice Lispector. Escreveu uma adaptação para o teatro do livro Perto do Coração Selvagem e, como professor e coaching, vem orientando atores a encontrarem no texto poético de Clarice a palavra como veículo de imagens, sensações e principalmente ações cênicas.